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O Espírito para nós é melhor que a presença corporal de Cristo!

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Em João 16.7 Jesus afirma aos seus discípulos: “Mas eu lhes digo a verdade: é melhor para vocês que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei a vocês”. [1] A partida de Cristo, conforme suas palavras, não representava uma perda para os discípulos, mas era necessária para que o Consolador viesse. O teólogo puritano, John Owen, ao refletir sobre essa passagem em sua obra sobre “A Comunhão com o Deus Triúno”, faz uma afirmação impressionante ao dizer que “a presença do Espírito Santo com os crentes como um consolador, enviado por Cristo [...] é melhor e mais proveitosa para os crentes do que qualquer presença corporal de Cristo”. [2] Essa afirmação não nos parece natural à primeira vista. Nosso anseio por Cristo nos leva a pensar que seria muito melhor para nós, nessa era da igreja em que vivemos, tê-lo conosco, de forma corpórea. Ou se tivéssemos a oportunidade de voltar no tempo e caminhar com Cristo, como fizeram os apóstolos, talv...

Post Tenebras Lux: Depois das trevas, luz!

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A Reforma Protestante teve início em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero tornou públicas suas 95 teses, tradicionalmente associadas à sua afixação na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha. Naquele período, a venda de indulgências, a valorização das obras como meio de alcançar a salvação e diversas tradições humanas haviam obscurecido verdades fundamentais das Escrituras. A Reforma Protestante, assim, não foi um movimento inovador, mas restaurador. Seu propósito era resgatar o ensino bíblico, reafirmando a autoridade das Escrituras, a centralidade de Cristo e a salvação pela graça, mediante a fé. Post tenebras lux , expressão latina que significa “depois das trevas, luz”, tornou-se um lema associado à Reforma, especialmente à tradição reformada de Genebra. Essa luz vem do próprio Deus, revelado em sua Palavra. Como declarou Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12). Séculos depois, o...

Sucesso Ministerial Segundo o Apóstolo Paulo

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Sucesso Ministerial Segundo o Apóstolo Paulo 2 Coríntios 2.14-17   Introdução:   A história da igreja demonstra que os critérios humanos de sucesso ministerial frequentemente entram em conflito com a lógica do reino de Deus. Um exemplo marcante disso pode ser observado na vida do pregador batista inglês John Bunyan. Em 12 de novembro de 1660, em meio ao contexto de intolerância religiosa instaurado na Inglaterra após a restauração monárquica de Carlos II, Bunyan foi preso por pregar sem autorização oficial da Igreja Anglicana. O pregador permaneceu encarcerado até 1672, quando foi beneficiado pela Declaração de Indulgência. [1] Entretanto, em 1675, Bunyan foi novamente aprisionado pelos mesmos motivos: sua insistência na proclamação do evangelho. Foi nesse período de encarceramento que escreveu sua obra mais conhecida, O Peregrino, posteriormente traduzida para diversas línguas e considerada uma das obras cristãs mais influentes da história. [2] Paradoxalmente, o pe...